Eixo Norte-Sul 'sob vigilância'

"Estes são os dados da PSP, mas eu não tenho dúvidas de que os números da sinistralidade aqui são muito superiores", sublinha ao DN Nuno Salpico, sustentando a sua tese: "Num filme de apenas 20 minutos, que entregámos com a queixa-crime, estão registados cinco despistes, entre o Viaduto Duarte Pacheco e o Aqueduto das Águas Livres. Logo, não me parece que os números oficiais correspondam à realidade."
O presidente do OSEC diz estarem por contabilizar as chamadas "cifras negras". Ou seja; os acidentes onde não se verificam feridos e a PSP não é chamada. "Há acidentes em que só comparece o reboque, por isso os dados da PSP não são representativos", sustenta Nuno Salpico. E alerta: "Se não fosse o separador central haveria mais colisões, que resultariam em mortes."
A queixa-crime ontem apresentada tem por base um conjunto de reclamações que constam de um estudo de 2005 que identificam alguns traçados perigosos, nomeadamente com curvas, que, segundo o OSEC, violam as regras de segurança. Dessas vias constam o Eixo Norte-Sul, a A8 (Lisboa/Leiria) e o Itinerário Principal 4 (Porto/Bragança).
O Observatório tinha previsto entregar também uma queixa-crime relativa ao traçado da Auto-Estrada do Oeste (A8), mas, segundo Nuno Salpico, não foi possível por "ser necessário confirmar os valores de algumas curvas". Já o mesmo não aconteceu em relação ao Eixo Norte-Sul, que foi passado "a pente fino". "Analisámos todas as curvas do traçado e há muitas correcções a fazer para as quais já alertámos em 2005", explica o presidente desta organização não governamental.
No Eixo Norte-Sul, a velocidade média permitida é de 80 km/hora. "Para circular em segurança, as curvas teriam de ter um raio de 450 metros. Têm 143, 145, 150, 160 ou 180, o que origina acidentes que podiam ser evitados." Este é só um dos exemplos apontados pelo OSEC, que na queixa-crime solicita a revisão de traçados e correcção de curvas.
in DN por Isaltina Padrão
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