Maioria aprova orçamento com votos contra da Oposição
A maioria laranja na Assembleia Municipal de Lisboa aprovou ontem o orçamento para 2007. Todas as outras bancadas consideraram o documento" mau, irrealista e imprudente". "É um orçamento de risco, de gestão corrente e sem ideias claras para a cidade" disse aos jornalistas Carlos Barroso, do CDS-PP, partido que na Câmara viabilizou o documento. "Na autarquia" explicou o deputado"a aprovação dependia do voto de Maria José Nogueira Pinto e resolvemos responsabilizar o Executivo pela execução do mesmo. Mas aqui não havia esse perigo".
A discussão começou com a apresentação do documento pelo vice-presidente e vereador das Finanças. Fontão de Carvalho recordou que o "Orçamento de 2007 radica em dois grandes objectivos que visam, a médio prazo, o equilíbrio do Orçamento da autarquia e o redimensionamento da actividade face aos recursos disponíveis". O autarca sublinhou "ainda a diminuição do Orçamento em 100 milhões de euros" e a "redução dos encargos de funcionamento". Os argumentos de Fontão de Carvalho foram, contudo, alvo de fortes críticas por parte da Oposição.
Para Marta Rebelo, do PS, o Orçamento "é absolutamente irrealista" e um dos exemplos reside no facto de "cerca de 40% das receitas previstas terem como pilar a venda de património municipal". Ora, "isso, à semelhança do que aconteceu este ano, pode não se concretizar".Por outro lado, sublinhou a deputada, o documento "é totalmente opaco quanto à dimensão do endividamento municipal e obscuro em relação às medidas de restruturação e saneamento das contas municipais".
Também o PCP, considerou o Orçamento e o plano de actividades para 2007, "uma listagem de medidas avulsas" em que há uma discrepância entre as acções anunciadas e as dotações previstas". Segundo o deputado comunista, Feliciano David, "o passivo de mil milhões de euros mantém-se bem como a dívida de 200 milhões aos fornecedores. Acresce que os encargos correntes da dívida aumentam em 2007 em muitas dezenas de milhões de euros".
Carlos Marques, do BE, considerou igualmente o "orçamento profundamente irrealista".
in JN









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